segunda-feira, 28 de junho de 2010

A vida é o trem que passa

Vou postar um texto que eu achei muito bonito da Marillena S. Ribeiro e ele se chama: A vida é o trem que passa. Espero que todos gostem ;)


A vida é o trem que passa
Os sonhos são vagões
O amor é o maquinista
Somos nós, a estação!

Adquira seu bilhete, faça sua escolha
O trem vai seguindo continuadamente
Em cada vagão, o desejo de sua mente
...há também tristezas, desilusões
Com a passagem na mão, escolha!

A viagem, se longa não sabemos
A bagagem é cada dia vivenciada
Mudar o rumo, podemos
Sem mesmo saber da parada

A estação nunca pode estar vazia
Será sempre um passeio viver
Se sentar na janela, aprecie
Tudo é passagem, algo pode reter

Cada dia que passa é contagem regressiva
Viaje como se cada instante fosse único
Cada olhar como se fosse o último

Respire fundo, o caminho é longo
Encontrará adversidades
...tristezas
...saudades
...abismos
...retas
.curvas
inúmeras serão as vezes
que não veremos o que há além da curva
Mas o percurso seguirá sonhando

A vida é uma viagem
Somos mutantes
Somos passageiros
Somos nuvens
Somos fumaça

Por não saber decifrar o mapa da vida
Algumas vezes nos perderemos no trajeto
Mas, para quem sonha, nada é impossível
nunca se perde, sempre se encontra

Escute, ouça, é o apito de mais uma partida
Poderá estar partindo para novos lugares
sem roteiros
sem destino
sem poente ou nascente
A direção é para a felicidade
Conduzirá e será conduzido
O maquinista sempre atento
na história, na vida

De tudo que viver, uma coisa é certa:
Não se canse da viagem, prossiga
Lute, grite, implore
Mas não desista
...se cansar, acene, sorria
O maquinista não te deixará
Não hesite, não tema
Onde parar, um coração
certamente o acalentará

A viagem prossegue
...e sabendo onde quer ir
Vá seguro, você consegue
Sabendo sempre que vai valente...
sua viagem será eternamente...
no vagão de primeira classe.

sábado, 26 de junho de 2010

Gente olha que perfeita a montagem que o Henrique fez para mim. São por essas e por outras coisinhas mais que amo muito esse homem!

O passar do tempo

Ontem eu estava arrumando minhas coisas ai encontrei vários papeis, dentre esses milhões de papeis encontrei um envelope e ele estava bem cheio quando abri tinham cartas de varias amigas.
Deu-me uma vontade enorme de chorar, pois me lembrei de cada momento importante que passei ao lado daquelas pessoas, histórias engraçadas, história tristes... Nossa, fico sem palavras para poder descrever o que eu realmente senti ao pegar cada uma daquelas cartas.
Hoje em dia não mantenho contato com a maioria daquelas pessoas que me prometeram eterna amizade, mas como pude perceber é o normal da vida, enquanto estamos no colégio juramos lealdade eterna a aquela pessoa que sempre esta conosco e se diz nossa amiga, mas nem sempre é assim, posso dizer isso, pois tenho amigas de muitos anos atrás que ainda mantém contato comigo, não é a mesma coisa porque as amizades não são mais as mesmas, arrumamos namorados e nem sempre temos os mesmos assuntos, mas sempre que podemos tentamos marcar alguma coisa para poder matar a saudade, e claro colocar todos os assuntos possíveis em dia!
Outro dia eu estava olhando o Orkut de uma pessoa e ai descobri que uma das minhas melhores amigas de época de colégio estava grávida e é tão estranho perceber que algum dia éramos super juntas contávamos tudo uma para a outra e quando acontece algo especial na vida dela eu nem fico sabendo por ela, é realmente muito estranho , eu pensei: “Nossa, será que é tão difícil a gente tentar manter o contato com alguém que um dia esteve perto, me deu conselhos, entre outras milhões de coisas.” Depois, eu também descobri pelo Orkut que uma menina que tinha sido uma super amiga minha ia se casar e então eu me lembrei do passado e como a vida passa rápido outro dia estávamos todas juntas conversando sentadas ao lado da quadra do colégio, sorrindo, brincando e de repente em um piscar de olhos isso tudo já tinha passado, essas pessoas que riam comigo tinham passado, ou melhor a vida tinha passado e eu nem me dei conta... Nem ao menos dei valor a cada uma das amigas que eu tinha.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Anjos



Deus coloca anjos em nossas vidas e que aqui na Terra chamamos esses anjos de amigos. Eles estão sempre ao nosso lado nos dando conselhos, nos dando os ombros para chorar, seja esse choro de felicidade ou de tristeza. Amigos de verdade não se importam o quão longe você esteja eles vão estar sempre bem pertinho de você e eu realmente posso dizer isso, pois meus amigos de verdade se manterão perto de mim não fisicamente, mas por MSN e essas coisas.
Esses anjos que me rodeiam até hoje são sem duvidas as pessoas que eu mais amo nesse mundo (claro, depois da minha família) e elas podem sempre contar comigo, pois sempre estarei disponível para cada uma das aflições, para cada sorriso, para cada mancada, por arrependimento e entre outras coisas.
Obrigado Arthur, Luana, Isabela, Bárbara, Ana Paula, Silvia, Laís e é claro meu namorado Henrique por vocês serem esses anjos que fazem parte da minha vida e me ajudarem a manter a minha história bem mais alegre e colorida, e eu realmente espero que nossas amizades durem muito mais do que já duram! =D
Amo vocês s2

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Vamos torcer povão




Gente, amanhã ( 25/06 ) tem jogo do nosso Brasil contra Portugal.
Boa sorte a nossa seleção e vamos torcer pessoal, vamos mandar muitas energias positivas aos jogadores para eles fazerem uma ótima partida e dar uma bela goleada nos portugueses!
Vamos lá Brasil

Apenas reflita

Faz uns dias que eu estava mexendo na internet e encontrei um ótimo texto da Clarice Lispector que se chama Silêncio, e eu o achei super interessante, por este motivo resolvi postar ele aqui no meu cantinho.
Espero que gostem ;)


É tão vasto o silêncio da noite na montanha. É tão despovoado. Tenta-se em vão trabalhar para não ouvi-lo, pensar depressa para disfarçá-lo. Ou inventar um programa, frágil ponto que mal nos liga ao subitamente improvável dia de amanhã. Como ultrapassar essa paz que nos espreita. Silêncio tão grande que o desespero tem pudor. Montanhas tão altas que o desespero tem pudor. Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor. Nenhum galo. Como estar ao alcance dessa profunda meditação do silêncio. Desse silêncio sem lembranças de palavras. Se és morte, como te alcançar.

É um silêncio que não dorme: é insone: imóvel mas insone; e sem fantasmas. É terrível - sem nenhum fantasma. Inútil querer povoá-lo com a possibilidade de uma porta que se abra rangendo, de uma cortina que se abra e diga alguma coisa. Ele é vazio e sem promessa. Se ao menos houvesse o vento. Vento é ira, ira é a vida. Ou neve. Que é muda mas deixa rastro - tudo embranquece, as crianças riem, os passos rangem e marcam. Há uma continuidade que é a vida. Mas este silêncio não deixa provas. Não se pode falar do silêncio como se fala da neve. Não se pode dizer a ninguém como se diria da neve: sentiu o silêncio desta noite? Quem ouviu não diz.

A noite desce com suas pequenas alegrias de quem acende lâmpadas com o cansaço que tanto justifica o dia. As crianças de Berna adormecem, fecham-se as últimas portas. As ruas brilham nas pedras do chão e brilham já vazias. E afinal apagam-se as luzes as mais distantes.

Mas este primeiro silêncio ainda não é o silêncio. Que se espere, pois as folhas das árvores ainda se ajeitarão melhor, algum passo tardio talvez se ouça com esperança pelas escadas.

Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da terra a lua alta. Então ele, o silêncio, aparece.

O coração bate ao reconhecê-lo.

Pode-se depressa pensar no dia que passou. Ou nos amigos que passaram e para sempre se perderam. Mas é inútil esquivar-se: há o silêncio. Mesmo o sofrimento pior, o da amizade perdida, é apenas fuga. Pois se no começo o silêncio parece aguardar uma resposta - como ardemos por ser chamados a responder - cedo se descobre que de ti ele nada exige, talvez apenas o teu silêncio. Quantas horas se perdem na escuridão supondo que o silêncio te julga - como esperamos em vão por ser julgados pelo Deus. Surgem as justificações, trágicas justificações forjadas, humildes desculpas até a indignidade. Tão suave é para o ser humano enfim mostrar sua indignidade e ser perdoado com a justificativa de que se é um ser humano humilhado de nascença.

Até que se descobre - nem a sua indignidade ele quer. Ele é o silêncio.

Pode-se tentar enganá-lo também. Deixa-se como por acaso o livro de cabeceira cair no chão. Mas, horror - o livro cai dentro do silêncio e se perde na muda e parada voragem deste. E se um pássaro enlouquecido cantasse? Esperança inútil. O canto apenas atravessaria como uma leve flauta o silêncio.

Então, se há coragem, não se luta mais. Entra-se nele, vai-se com ele, nós os únicos fantasmas de uma noite em Berna. Que se entre. Que não se espere o resto da escuridão diante dele, só ele próprio. Será como se estivéssemos num navio tão descomunalmente enorme que ignorássemos estar num navio. E este singrasse tão largamente que ignorássemos estar indo. Mais do que isso um homem não pode. Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar. Não há sequer um filho de astro e de mulher como intermediário piedoso. O coração tem que se apresentar diante do nada sozinho e sozinho bater alto nas trevas. Só se sente nos ouvidos o próprio coração. Quando este se apresenta todo nu, nem é comunicação, é submissão. Pois nós não fomos feitos senão para o pequeno silêncio.

Se não há coragem, que não se entre. Que se espere o resto da escuridão diante do silêncio, só os pés molhados pela espuma de algo que se espraia de dentro de nós. Que se espere. Um insolúvel pelo outro. Um ao lado do outro, duas coisas que não se vêem na escuridão. Que se espere. Não o fim do silêncio mas o auxílio bendito de um terceiro elemento, a luz da aurora.

Depois nunca mais se esquece. Inútil até fugir para outra cidade. Pois quando menos se espera pode-se reconhecê-lo - de repente. Ao atravessar a rua no meio das buzinas dos carros. Entre uma gargalhada fantasmagórica e outra. Depois de uma palavra dita. Às vezes no próprio coração da palavra. Os ouvidos se assombram, o olhar se esgazeia - ei-lo. E dessa vez ele é fantasma.
Vou postar a letra da música que eu estou ouvindo a um bom tempo e ela é muito boa, se vocês escutarem vão gostar bastante !! =D

Life After You
- Daughtry

Ten miles from town and I just broke down
Spittin' out smoke on the side of the road
I'm out here alone just tryin' to get home
To tell you I was wrong but you already know
Believe me I won't stop at nothin'
To see you so I've started runnin'
All that I'm after is a life full of laughter
As long as I'm laughin' with you
I'm thinkin' that all that still matters is love ever after
After the life we've been through
'Cause I know there's no life after you
Last time we talked, the night that I walked
Burns like an iron in the back of my mind
I must've been high to say you and I
Weren't meant to be and just wastin' my time
Oh, why did I ever doubt you?
You know I would die here without you
All that I'm after is a life full of laughter
As long as I'm laughin' with you
I'm thinkin' that all that still matters is love ever after
After the life we've been through
'Cause I know there's no life after you
You and I, right or wrong, there's no other one
After this time I spent alone
It's hard to believe that a man with sight could be so blind
Thinkin' 'bout the better times, must've been outta my mind
So I'm runnin' back to tell you
All that I'm after is a life full of laughter
Without you God knows what I'd do, yeah
All that I'm after is a life full of laughter
As long as I'm laughin' with you
I'm thinkin' 'bout all that still matters is love ever after
After the life we've been through, yeah
Know there's no life after you
Know there's no life after you
Know there's no life after you
Know there's no life after you
Know there's no life after you
Know there's no life after you
Know there's no life after you
Know there's no life after you, yeah